"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco." Edmund Burke

19.2.06

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'Pelo direito à vida animal'


4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Gostava de ver mais conteúdos originais e não tanto coisas que se podem ler num livro ou revista.

Por exemplo, lançar-se questões polémicas relacionadas com a sustentabilidade que depois suscitassem discussão.
Ex. energia nuclear em Portugal, sustentabilidade ambiental e pobreza, é possível ser-se sustentável num mundo globalizado?, sustentabilidade é uma atitude natural para o ser humano actual ou uma imposição artificial?

25.2.06

 
Blogger ascmenow said...

Ok. Acho bem (acontece que não tenho muito tempo disponível para estar "sempre em cima" dos acontecimentos e discutir os assuntos com as pessoas).

Eis o link de uma notícia sobre a energia nuclear que apareceu no público: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1248653&idCanal=57

à qual deixei o seguinte comentário:
"É verdade que o nuclear provocou problemas no passado (principalmente devido a Chernobyl); é verdade que não é fácil tratar resíduos nucleares; é também verdade que a tecnologia nuclear melhorou desde a década de 80 e não há o mesmo risco de acidente como havia antes. Também se tornou mais eficiente, pelo que se produz mais energia com menos combustível (urânio). É um facto que a procura de energia não pára de aumentar e para cumprir o Protocolo de Quioto algo de urgente tem de ser feito, pelo que acho que não se devem deixar opções energéticas de parte (que não produzam GEE). A energia solar e eólica devem, obviamente, ser incentivadas o mais possível mas a realidade é que, por mais intensamente que se venham a desenvolver nestes próximos anos, não conseguirão satisfazer a procura. Com a seca (cuja severidade está directamente ligada às alterações climáticas) também a hídrica vê o seu potencial diminuído, além de que é um facto incontornável que os rios (dos quais dependemos não só para a água) deixam de ser os mesmos com a construção de grandes barragens (as mini-hídricas provocam impactes muito menores). Daqui chega-se à conclusão que, dadas as circunstâncias, o nuclear é a hipótese candidata com mais peso para vir a cumprir no curto prazo os níveis de emissões para os quais Portugal se comprometeu (e já está a falhar de modo alarmante), mesmo com o "forcing" total em outras formas de energia (renovável) como a solar, eólica, geotérmica e energia das ondas."

Na página dos comentários do Público há outras opiniões; venham daí as vossas ideias...

25.2.06

 
Anonymous Anónimo said...

Eu concordo que com o ritmo actual de consumo de energia a energia nuclear surja como a melhor opção, apesar dos riscos, para se ter uma base constante de produção energética de apoio à produção por energias renováveis.

A questão é que será preferível produzi-la em Portugal do que importá-la de onde há excesso? Será assim tão mais barato? E será que não será produzido um excesso de energia que deverá ser exportado para algures (para onde se Espanha e restante Europa já têm produção de energia nuclear)?
E esse excesso não poderá ser um catalizador de produção económica não essencial que implicará maior consumo e acentuará a degradação ambiental (mesmo que não sobre a forma de GEE talvez sobre produção de lixo)?

E será que a eficiência energética de Portugal é assim tão boa que a única solução para cumprir Quioto é a substituição de fontes de energia?

Qual a vossa opinião?

dm

25.2.06

 
Blogger ascmenow said...

É claro que a eficiência energética é uma prioridade; eu próprio estou a trabalhar num projecto de empresa de consultoria/projecto em eficiência energética (edifícios). Como se estava a discutir apenas formas energéticas e se o nuclear seria ou não aconselhável, não falei em EE, mas obviamente que é fulcral.

Não sei se a energia nuclear é mais barata; de momento provavelmente o mais barato ainda é queimar carvão ou petróleo mas a questão a que devemos tentar responder é: quais são os parâmetros que vamos utilizar para avaliar o "valor" de uma solução energética? Apenas a sua relação custo-benefício, no sentido tradicional? Apenas as supostas vantagens ambientais, sem ter em consideração os custos económicos e/ou sociais? Favorecer lobbies de grupos energéticos?

A energia nuclear, a ser implantada em Portugal, poderia também servir para alimentar um futuro processo industrial de electrólise para produção de hidrogénio (para o o qual poderiam ser canalizados todos os excessos de produção, se existirem, ou mesmo produzir uma parcela especificamente para esse fim) e consequente fabricação de células de combustível. Começar o início do fim da gasolina em mobilidade...

Note-se que não sou defensor do nuclear só por si; não tenho qualquer ligação a algo relacionado com produção de energia, muito menos nuclear. Por mim toda a energia seria de fontes renováveis e a mobilidade garantida por células de combustível a hidrogénio (produzidas a partir de fontes renováveis) ou a combustíveis alternativos (biocombustíveis, óleos reciclados, etc.)... estou é a tentar olhar para a situação portuguesa numa óptica que me parece realista com base no pouco que sei sobre o mundo energético.

De resto, estou sempre aberto a discussões e a opiniões diferentes.

'Té breve,

A.

25.2.06

 

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