"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco." Edmund Burke

25.2.06

a 12-step program to break America’s oil addiction

Façam o download da versão em pdf ;)
in UNDERSTORY, The Official Blog of RAN - Rainforest Action Network

nuclear ou sem nuclear: eis a questão...

Eis o link de uma notícia sobre a energia nuclear que apareceu no público, à qual deixei o seguinte comentário:

"É verdade que o nuclear provocou problemas no passado (principalmente devido a Chernobyl); é verdade que não é fácil tratar resíduos nucleares; é também verdade que a tecnologia nuclear melhorou desde a década de 80 e não há o mesmo risco de acidente como havia antes. Também se tornou mais eficiente, pelo que se produz mais energia com menos combustível (urânio). É um facto que a procura de energia não pára de aumentar e para cumprir o Protocolo de Quioto algo de urgente tem de ser feito, pelo que acho que não se devem deixar opções energéticas de parte (que não produzam GEE). A energia solar e eólica devem, obviamente, ser incentivadas o mais possível mas a realidade é que, por mais intensamente que se venham a desenvolver nestes próximos anos, não conseguirão satisfazer a procura. Com a seca (cuja severidade está directamente ligada às alterações climáticas) também a hídrica vê o seu potencial diminuído, além de que é um facto incontornável que os rios (dos quais dependemos não só para a água) deixam de ser os mesmos com a construção de grandes barragens (as mini-hídricas provocam impactes muito menores). Daqui chega-se à conclusão que, dadas as circunstâncias, o nuclear é a hipótese candidata com mais peso para vir a cumprir no curto prazo os níveis de emissões para os quais Portugal se comprometeu (e já está a falhar de modo alarmante), mesmo com o "forcing" total em outras formas de energia (renovável) como a solar, eólica, geotérmica e energia das ondas."

Na página dos comentários do Público há outras opiniões; venham daí as vossas ideias...

a outra face da "responsabilidade" ambiental da geração em Termoeléctrica

Eis o link de uma das últimas notícias do Público.

Deixei lá um comentário que entretanto não publicaram, suponho que por terem achado "inconveniente". Infelizmente não guardei cópia do que escrevi mas a ideia era a seguinte (alguns items estou a acrescentar agora):

- Esta notícia está uma confusão; falam em CO2 no primeiro parágrafo, no segundo parágrafo já falam em óxido de Azoto e enxofre (como se houvesse confusão possível entre estas substâncias);

- O dióxido de enxofre não é um GEE (gás com potencial de efeito de estufa) e, embora deva ser reduzido, não deve ser anunciado como tal (juntamente com o CO2 e N2O)

- Questiono como será possível baixar as emissões de CO2 reduzindo apenas estes outros gases mencionados (sem mexer especificamente no gás mais emitido: o dito CO2);

- Juntam "partículas" no mesmo saco dos gases (depreende-se com potencial de efeito de estufa); as partículas, neste gíria, serão as PM10, a meu entender, as partículas com diâmetro médio de 10 microns (emitidas, por exemplo, pelos motores a diesel e que estão ligadas ao agravamento de problemas respiratórios); (esta parte entretanto foi corrigida na notícia)

- Ponho em causa o rigor científico da notícia (daí talvez a "inconveniência" que referi);

- Os investimentos em causa não tinham a ver com aproveitamento de resíduos (medida mais eficaz para reduzir as emissões de CO2) mas sim com "reduzir fortemente as emissões poluentes", pelo que não acho correcto estar a publicitar o que não foi feito;

- É querer mostrar uma face "limpa" e "responsável", alimentando as notícias com "trocos", quando o grosso da carga poluente continua intacta (note-se que a central do Pego é uma central a fuelóleo, cuja actividade principal é queimar combustível fóssil e emitir CO2; esse princípio de funcionamento, diga-se de passagem, é bastante mais difícil de contornar).

Leiam, reflitam, comentem, deixem o vosso comentário também na página do Público...

19.2.06

sign the pledge: go fur-free!

'Pelo direito à vida animal'


7.2.06

"sustentabilidade": verdade ou mito? :)

Um anónimo fez a seguinte questão:

"Isto é só para atrair visitantes ou tem alguma coisa a ver com sustentabilidade? "

Sendo a minha resposta:

Não estou a ver à partida qual seria o objectivo de fazer um blog a falar de sustentabilidade, que não tivesse nada a ver com sustentabilidade... Outra questão ainda é o que é que se entende por sustentabilidade, já que parece que hoje em dia esse termo serve para tudo e para nada.

O objectivo é tão simplesmente divulgar (mais um pouco) as questões relacionadas com o consumo energético, material, transportes, alimentação, etc.. Enfim, tudo o que possa ter um potencial impacte sobre o meio natural. Tenho a sensação (das pessoas com quem vou falando, aqui e ali) que muitas pessoas até fariam certas coisas "ambientalmente correctas" se soubessem como as fazer; daí a ideia de escrever uma espécie de "guia prático" para um dia-a-dia mais sustentável, partes do qual vou colocando no blog de vez em quando. Já entrei em contacto, entretanto, com o IPJ e alguns municípios para eles tratarem de divulgar, este "guia prático" num formato próprio mas eles ainda não levaram isso avante...

Já desde há algum tempo (alguns anos) que me interesso a fundo pelas questões ambientais, principalmente as relacionadas com os edifícios e o património construído. Aliás, a minha tese de doutoramento (em fase terminal) tem a ver com o fabrico de betão que incorpora elevadas quantidades de resíduos industriais. Outros trabalhos que poderão começar dentro em breve têm a ver com a reciclagem dos Resíduos da Construção e Demolição.

3.2.06

the meatrix II

1.2.06

thebigask.com

Obrigado, Cecília :)