"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco." Edmund Burke

21.1.06

transportes

Actualmente o sector dos transportes, em especial o automóvel e o avião, é responsável por uma importante fatia das emissões de gases geradores de efeito de estufa (a par do sector da produção energética). As grandes cidades são responsáveis não só pela sua própria falta de qualidade do ar bem como uma forte contribuição para o aquecimento global. Algumas medidas parecerão óbvias mas convém listá-las exaustivamente, para abrir o leque de escolhas e possibilidades de redução.


- Usar o automóvel apenas quando estritamente necessário. Os transportes públicos estão em acelerado processo de modernização na generalidade das grandes cidades e cada vez chegam a mais locais, servindo maiores comunidades. Os transportes públicos têm ainda outras vantagens, entre as quais maior rapidez (devido à enorme quantidade de automóveis, a tendência actual é perder-se mais tempo no trânsito que em viagens de autocarro, metro ou comboio) e conforto (ter motorista e sempre lugar para estacionar).


- Evitar, sempre que possível, viajar de avião. Os aviões são, por pessoa transportada, o meio de transporte mais poluente que existe. Além disso são fonte de ruído e utilizam grandes áreas para estacionar/descolar/aterrar.


- Usar, dentro das possibilidades, o transporte por bicicleta ou mesmo a pé. Além de ser saudável é ambientalmente limpo e silencioso.


- Na possível compra de um automóvel, dar preferência a viaturas usadas mas de anos recentes – desde 1990. Comprar viaturas novas estimula o fabrico e consequente desperdício de outras viaturas ainda em estado de utilização mas por outro lado circular com automóveis muito antigos (15-30 anos) é uma opção mais poluente (emissões de CO2) e consumidora de recursos (petróleo), uma vez estes não estão equipados com tecnologias como o catalisador e motores de elevada eficácia.


- A tecnologia tornou recentemente disponível o automóvel híbrido. Caso haja orçamento suficiente (devido à ainda pequena procura os preços são um pouco acima da média, com tendência, no entanto, a baixar), esta é uma alternativa ao automóvel somente a gasolina. O híbrido combina um motor a gasolina com uma avançada bateria eléctrica, podendo reduzir as emissões directas de CO2 até 90%.