"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco." Edmund Burke

18.1.06

para um futuro livre de problemas ambientais

LIXOS

O aspecto degradante das lixeiras que todos conhecemos não é uma boa imagem ao qual gostamos de nos associar. No entanto o lixo que produzimos continua todos os anos a aumentar. O consumo desenfreado e falta de sistemas eficazes de separação, tratamento e reciclagem, aliada a uma baixa percentagem de lixos levados a reciclar faz com que, muito embora a maior parte das lixeiras a céu aberto tenham sido encerradas, os custos com o tratamento do lixo não parem de aumentar e continuem a haver problemas ambientais associados à produção de lixo.


- Nunca deitar óleos ou outras gorduras nas canalizações. Além de gerar entupimentos estas substâncias não se diluem na água e são de difícil tratamento na central, pelo que são poluentes de grande persistência. Reunir os óleos e azeites usados (das frituras, latas de atum, etc.) em garrafas de plástico, fechá-las bem e colocá-las no lixo orgânico. Estas serão posteriormente recolhidas e encaminhadas para estações especiais de tratamento.


- Os óleos usados de viaturas (automóveis, cortadores de relva, motoserras, empilhadoras, etc.) são também extremamente poluentes se lançados directamente na água ou no solo (a sua queima também é altamente tóxica). A atitude mais correcta quando da mudança de óleo será entregá-lo a um colector autorizado (normalmente a própria oficina onde se realizou a mudança de óleo, mas convém perguntar primeiro se possuem licença específica passada pela Direcção Geral de Energia). Actualmente os óleos usados são recicláveis, evitando impactes muito sérios e poupando em cerca de 98% o recurso ao petróleo bruto (para produzir os óleos em causa).


- Levar sacos de plástico usados para as compras. A quantidade de sacos de plástico distribuídos diariamente nas lojas, supermercados e hipermercados é monumental. O plástico não é um material biodegradável, consome recursos não-renováveis (petróleo) e é potencialmente tóxico na queima. Por outro lado os sacos de plásticos são duráveis e podem ser reutilizados quase infinitamente.


- Preferir sempre embalagens de papel e de vidro às de plástico. O papel e o vidro são materiais mais facilmente recicláveis que o plástico, consumindo nesse processo menos energia.


- Reutilizar, sempre que possível, as embalagens. Milhões de embalagens são diariamente consideradas lixo quando ainda poderão servir outras utilidades. Sentido prático e capacidade inventiva ajudarão a encontrar bons usos para embalagens vazias.


- Não deitar medicamentos fora de prazo no lixo (ou, no caso de líquidos, pela canalização). Muitos medicamentos contém substâncias de grande potencial poluente. Levar os medicamentos nestas condições para a farmácia mais próxima, encarregando-se esta de eliminar devidamente os mesmos.


- Respeitar escrupulosamente os tipos de materiais e objectos descritos nos eco-pontos. Os processos de reciclagem estão montados de certa forma e, a título de exemplo, nem todos os plásticos são actualmente reciclados. Colocar produtos erradamente no recipiente conduzirá ao trabalho extra na separação desses produtos, acrescendo o custo do processo e diminuindo a eficácia do mesmo.


- Não usar detergentes com elevada percentagem em fosfatos (provocam o crescimento anormal de algas, cuja decomposição pode matar quase toda a vida existente num rio ou lago). A percentagem máxima de fosfatos regulamentada na CEE é de 0.5%. Certificar que o detergente em causa cumpre o regulamento. Os detergente líquidos normalmente não contém fosfatos.


- Moderar o uso do papel de cozinha. Muito embora, actualmente, a maior parte dos rolos sejam produzidos com papel reciclado, a geração de lixo reduz-se substancialmente se usar panos. Além disto o papel é branqueado usando produtos tóxicos (dioxinas) altamente persistentes.


- Evitar, sempre que possível, o uso de objectos descartáveis como lenços, fraldas, lâminas de barbear, copos de plástico, etc.