"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco." Edmund Burke

15.6.06

campanha (tardia) da UE

30.4.06

'General Electric to open solar plant on portuguese farm'

Para quem não sabia...
Artigo relacionado (2005.05.06): 'Huge solar power station planned for Portugal
'.

30.3.06

stop the meatrix...

buy sustainable!

22.3.06

take part in the largest climate change experiment ever

«The experiment has been created for the BBC by climateprediction.net, using BOINC software courtesy of the University of California, Berkeley. (...)
The experiment works by making use of your spare processing power. All you have to do is use your computer exactly as you normally would, and the programme will run calculations in the background. When it’s done, it will send results back to scientists in Oxford, who will combine everyone’s results. The more people who take part, the more complete their predictions about the future climate will be. (...)»

25.2.06

a 12-step program to break America’s oil addiction

Façam o download da versão em pdf ;)
in UNDERSTORY, The Official Blog of RAN - Rainforest Action Network

nuclear ou sem nuclear: eis a questão...

Eis o link de uma notícia sobre a energia nuclear que apareceu no público, à qual deixei o seguinte comentário:

"É verdade que o nuclear provocou problemas no passado (principalmente devido a Chernobyl); é verdade que não é fácil tratar resíduos nucleares; é também verdade que a tecnologia nuclear melhorou desde a década de 80 e não há o mesmo risco de acidente como havia antes. Também se tornou mais eficiente, pelo que se produz mais energia com menos combustível (urânio). É um facto que a procura de energia não pára de aumentar e para cumprir o Protocolo de Quioto algo de urgente tem de ser feito, pelo que acho que não se devem deixar opções energéticas de parte (que não produzam GEE). A energia solar e eólica devem, obviamente, ser incentivadas o mais possível mas a realidade é que, por mais intensamente que se venham a desenvolver nestes próximos anos, não conseguirão satisfazer a procura. Com a seca (cuja severidade está directamente ligada às alterações climáticas) também a hídrica vê o seu potencial diminuído, além de que é um facto incontornável que os rios (dos quais dependemos não só para a água) deixam de ser os mesmos com a construção de grandes barragens (as mini-hídricas provocam impactes muito menores). Daqui chega-se à conclusão que, dadas as circunstâncias, o nuclear é a hipótese candidata com mais peso para vir a cumprir no curto prazo os níveis de emissões para os quais Portugal se comprometeu (e já está a falhar de modo alarmante), mesmo com o "forcing" total em outras formas de energia (renovável) como a solar, eólica, geotérmica e energia das ondas."

Na página dos comentários do Público há outras opiniões; venham daí as vossas ideias...

a outra face da "responsabilidade" ambiental da geração em Termoeléctrica

Eis o link de uma das últimas notícias do Público.

Deixei lá um comentário que entretanto não publicaram, suponho que por terem achado "inconveniente". Infelizmente não guardei cópia do que escrevi mas a ideia era a seguinte (alguns items estou a acrescentar agora):

- Esta notícia está uma confusão; falam em CO2 no primeiro parágrafo, no segundo parágrafo já falam em óxido de Azoto e enxofre (como se houvesse confusão possível entre estas substâncias);

- O dióxido de enxofre não é um GEE (gás com potencial de efeito de estufa) e, embora deva ser reduzido, não deve ser anunciado como tal (juntamente com o CO2 e N2O)

- Questiono como será possível baixar as emissões de CO2 reduzindo apenas estes outros gases mencionados (sem mexer especificamente no gás mais emitido: o dito CO2);

- Juntam "partículas" no mesmo saco dos gases (depreende-se com potencial de efeito de estufa); as partículas, neste gíria, serão as PM10, a meu entender, as partículas com diâmetro médio de 10 microns (emitidas, por exemplo, pelos motores a diesel e que estão ligadas ao agravamento de problemas respiratórios); (esta parte entretanto foi corrigida na notícia)

- Ponho em causa o rigor científico da notícia (daí talvez a "inconveniência" que referi);

- Os investimentos em causa não tinham a ver com aproveitamento de resíduos (medida mais eficaz para reduzir as emissões de CO2) mas sim com "reduzir fortemente as emissões poluentes", pelo que não acho correcto estar a publicitar o que não foi feito;

- É querer mostrar uma face "limpa" e "responsável", alimentando as notícias com "trocos", quando o grosso da carga poluente continua intacta (note-se que a central do Pego é uma central a fuelóleo, cuja actividade principal é queimar combustível fóssil e emitir CO2; esse princípio de funcionamento, diga-se de passagem, é bastante mais difícil de contornar).

Leiam, reflitam, comentem, deixem o vosso comentário também na página do Público...

19.2.06

sign the pledge: go fur-free!

'Pelo direito à vida animal'


7.2.06

"sustentabilidade": verdade ou mito? :)

Um anónimo fez a seguinte questão:

"Isto é só para atrair visitantes ou tem alguma coisa a ver com sustentabilidade? "

Sendo a minha resposta:

Não estou a ver à partida qual seria o objectivo de fazer um blog a falar de sustentabilidade, que não tivesse nada a ver com sustentabilidade... Outra questão ainda é o que é que se entende por sustentabilidade, já que parece que hoje em dia esse termo serve para tudo e para nada.

O objectivo é tão simplesmente divulgar (mais um pouco) as questões relacionadas com o consumo energético, material, transportes, alimentação, etc.. Enfim, tudo o que possa ter um potencial impacte sobre o meio natural. Tenho a sensação (das pessoas com quem vou falando, aqui e ali) que muitas pessoas até fariam certas coisas "ambientalmente correctas" se soubessem como as fazer; daí a ideia de escrever uma espécie de "guia prático" para um dia-a-dia mais sustentável, partes do qual vou colocando no blog de vez em quando. Já entrei em contacto, entretanto, com o IPJ e alguns municípios para eles tratarem de divulgar, este "guia prático" num formato próprio mas eles ainda não levaram isso avante...

Já desde há algum tempo (alguns anos) que me interesso a fundo pelas questões ambientais, principalmente as relacionadas com os edifícios e o património construído. Aliás, a minha tese de doutoramento (em fase terminal) tem a ver com o fabrico de betão que incorpora elevadas quantidades de resíduos industriais. Outros trabalhos que poderão começar dentro em breve têm a ver com a reciclagem dos Resíduos da Construção e Demolição.